Há algo em você que me surpreende o tempo inteiro. Eu tento prever seus gestos, mas não posso. Espero sempre por uma nova situação, por um novo diálogo, por uma nova convicção. Eu gosto de saber que não saberei.

Há muito de você em tudo o que eu digo – há muito de você em tudo o que eu vejo. Sinto seu beijo quando você está distante e me enrosco nas cobertas sonhando com a quentura agradável dos seus dedos contra as minhas costas. Há muito dos seus sorrisos nos sorrisos que eu direciono ao mundo. Tenho vontade de olhar a vida de frente quando você está por perto – ou quando está distante demais.

Você disse que eu deveria ficar longe. Eu não pude. Era dor demais para um corpo tão frágil. Era medo demais para uma alma tão brava. Havia muito de você em mim antes mesmo de eu saber quem você era. Eu esperava sem saber o que esperava, me segurava nas certezas imaginárias. Você me deu o empírico. Você me deu a prova.

Sinto seu veneno correndo nas minhas veias.

Não quero a cura; quero morrer envenenada.

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8 thoughts on “”

  1. Sabe o que eu mais gosto no ato de ler? Poder imaginar do jeito que você quiser e interpretar da maneira que bem entender. Peguei todas as suas palavras e coloquei como metáforas para coisas que aconteceram comigo, que não tem a ver diretamente com o que está no texto mas tem a ver, tem tudo a ver, sabe? [desculpe os comentários gigantescos, estou empolgada, fazia tempo que não vinha aqui]

    “Não quero a cura; quero morrer envenenada.”

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