Eu sempre soube quem eu era. Sempre. Reconhecia os meus erros e as falhas que me definiam, embora não tentasse justificá-las (e guardava aquela alegria besta de ser irredutível, incorruptível dentro daquilo que eu e a minha idiotice considerávamos correto).

A vida me bateu na cara.

Minha moral me foi imposta; hoje eu percebo isso com clareza. Vejo as minhas mãos e tenho certeza de que aquelas digitais não são minhas. Havia alguém em mim que não era eu. Alguém que falava com a minha voz e me fazia enxergar com seus olhos. Esse alguém está morto. E eu não sou de levar flores.

Eu enxergo agora não com o medo de ir para o inferno, mas com a certeza de que o único inferno era aquele no qual eu me forçava a estar. Não há nada além do aqui e do agora e nada além do ar nos meus pulmões.

Meu coração é livre.

Minha alma, que não cabe nesse corpo roliço no qual ela se enfiou, pede espaço. Anseia pelo tempo perdido, pelos momentos que deveriam ter sido devorados. Eu sinto fome. E eu não vou pular mais a sobremesa.

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2 thoughts on “”

  1. “Meu coração é livre.”

    Só eu pensei em tatuar isso no pulso? Ok, então, ninguém copie a minha ideia u_u rs

    ótimo, Sunnie :33 ótimo mesmo. adoro como você trata esse desespero de aproveitar tudo ao redor, com esse conceito de liberdade, sabe? Você é genial ;_;

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