Ambivalência

Desde que se entendia por gente, ela sabia que deveria fazer o certo. Mas não sabia ao certo o que era fazer o certo, porque também não sabia o que era fazer o errado. E não sabia o que era fazer o errado porque não sabia ao certo como ser errado – porque ninguém, ninguém sabia explicar o porquê de ser errado o que era – ou não – errado.

Sorriu. Um sorriso meio agridoce de quem não sabia ao certo se achava bom ou ruim não saber se era boa ou ruim.

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2 thoughts on “Ambivalência”

  1. Cara, tão medievais essas questões de bem e mal e certo e errado às quais as pessoas ainda se prendem por pura moral imposta. Como devemos fazer o certo se não somos nós que definimos o que é certo? Se o certo é interno, como é que se julga se você é certo pra você mesmo?
    Gostei do texto, Sun.

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