As mesmas canções tocam no rádio. As mesmas vozes se fazem presentes no silêncio. Os mesmos olhos fitam os pés e as mesmas gotam atingem os sapatos. Nós tínhamos magia. As mesmas rimas se perdem. Os cds se quebram. Os livros compartilhados viram material proibido. As mesmas dores, os mesmos cortes nos braços, os mesmos problemas de antes e a falta que a falta faz. As mesmas ladainhas, as mesmas discussões, os mesmos medos. As mesmas quedas, os mesmos rompantes, o mesmo choro convulsivo que não leva ninguém a nada, os mesmos tapas na cara e as mordidas nos lábios pra fazer sangrar. E mais sangue e mais dor e atirar-se contra a parede e pedir para morrer sabe-se lá por quê, ah, Deus, por que não morrer de amor, por que morrer assim? As mesmas mentiras reveladas, os mesmos receios e devaneios, o mesmo adeus. Aquele sem cor, sem gosto, sem nada. O mesmo fim. Aquele sem fim, sem respeito, sem nada.

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