Tolice.

E essa dor, o que é que eu faço com ela? Eu sei lidar com tanta coisa, cara, com tanta coisa que você ficaria assustado. Já lidei com depressão, com doença, com ferida aberta, com tapa na cara, com assalto, com violência gratuita, com soco na barriga, com um bando de agressões verbais. Mas contra essa dor estranha, eu não sou ninguém. Eu não posso ser ninguém. Porque diante dela, não sobra nada de mim. E logo eu que sempre me gabei por ser tão forte, por saber bem quem eu era. Logo eu que sempre disse que a estrada debaixo dos meus pés era segura e que eu tinha controle de tudo. Logo eu, sem poder conter esses rompantes que vêm de um lugar profundo, quase inacessível de mim. Eu o conheci esses dias. E eu não gosto dele, mas ele não se importa. Continua a falar comigo mesmo quando eu tapo os ouvidos. E essa dor, meu amigo, por que eu? Não faz assim, me deixa inteira de novo, eu peço por favor se você quiser. Não faz assim. Sai de mim agora, me deixa seguir, porque eu não consigo mais. Eu só não consigo mais.

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8 thoughts on “Tolice.”

      1. Eu não poderia dizer; essa dor é sua demais para que eu diga qualquer coisa. Também não tenho certeza de nada para dizer que passa, mas eu espero muito que passe. Quero muito que tudo dê certo para você porque acho que você merece.
        Mas o mais importante é não desistir das nuvens.

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