Síntese

Vezenquando doía mais do que ele podia suportar. Naqueles momentos, ele apertava as mãos com tanta força que fazia com que os pequenos dedos, brancos e delicados, doessem e avermelhassem.
Suspirou baixinho, abaixando os olhos. Fingiu analisar o ambiente com interesse de topógrafo, cada batida do coração soando alta. Alta. Cada vez mais aguda.
Quis desviar os pensamentos, obrigar sua mente a mudar de direção. Seus ouvidos passaram a captar palavras soltas, desconexas, mas que fervilhavam de significados. Cogitou girar nos calcanhares, fugir correndo, esconder-se nos armários.
Optou, então, por permanecer imóvel, ignorando a fumaça, excepcional desculpa para os olhos marejados, e sorrindo.

 

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