Portas. Milhões de chaves e umas poucas fechaduras. Uma porta aberta fecha todas as outras. Um caminho renega os demais caminhos. Uma escolha, um momento, algo que não volta, algo que retorna o tempo todo (na boca do estômago, como um golpe, relembrando a decisão, esmigalhando, arroxeando), há sempre o que se perde, há sempre o que se ganha.

Existe sempre alguém que fica para trás. Existe sempre o barulho de unhas contra a madeira da porta fechada. Existe sempre a chance de olhar pelo buraco, de checar pelo olho mágico – mas as portas, as portas não abrem mais. E o que fica do outro lado é mera assombração.

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