Para a Karise, que passa horas falando sobre poesia.

 

Uma vez sentei Rimbaud no colo.

E achei amargo.

E o devorei inteiro em um dia.

 

Uma vez sentei Augusto nas minhas coxas.

Conversamos os três: eu, ele e um dicionário.

Ele não falava a minha língua na época;

Hoje dividimos a mesma fala.

 

Uma vez atirei Baudelaire na parede.

Corri e me enrosquei nele depois.

Ele me fez flor tão depressa que hoje

eu sinceramente não sei quem é quem.

 

Falemos então das rosas.

Peguemos carona nos cometas.

Abandonemos os sonhos.

Sigamos os tijolos amarelos.

 

É preciso destruir para recriar.

Só destruindo algo grande

A gente se torna igualmente grande.

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8 thoughts on “”

  1. Acredito fielmente que você é a personificação do talento da escrita. Ninguém vai me fazer pensar diferente. Boa com prosa, com poesia, com o que quer que seja. Excelente ;_;

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