E eu me sinto só.

Parece bobagem, meio engraçado até, mas é verdade: eu me sinto só. E eu reafirmo essa solidão incrível quando estou eu e o quarto vazio e eu e a multidão em polvorosa. E eu reafirmo essa solidão com o peito apertado e os pés bem firmes no chão.

E eu me sinto só. Não demonstro, não falo sobre na maior parte do tempo; eu escondo até que muito bem. Dissolvo meus medos com essa ou aquela pessoa, mas não posso estar cercada de gente assim o tempo inteiro. Uma hora as pessoas se vão. E nessa hora me volta o abismo para dentro.

E ele está aqui e eu evito falar sobre, mas hoje foi forte demais. E ele está aqui e eu peço para ele ir embora, mas como todo bom abismo ele só me retorna os gritos. E eu grito na minha própria cara até que me canso e espero. Espero. Espero. Espero que vá.

 

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