Road trip

Passo na sua casa ainda hoje, se tudo der certo. Abro a porta do carro para você, como a boa dama que sou, agarro o volante e acelero. Acelero tanto que você põe a mão sobre a minha coxa quase desnuda e diz que eu não preciso ter pressa, mas a verdade é que eu preciso. Sumir seria uma bênção.

Quero ir tão depressa que mal vão me ver passando. Verão um borrão e perguntarão, surpresos, algo como “cacete, você viu aquele louco?”. Eu gosto de ser louca; não tenho problemas com isso. Quero provar o quão alucinada e insensata eu posso ser e eu tenho certeza de que você vai gostar.

Existem muitas de mim e eu posso te mostrar todas elas. Basta que você peça. Basta que você entre, coloque o volume no talo e cante alto comigo enquanto cruzamos a cidade e vamos ao infinito. Basta que você agarre a minha coxa (quase!) desnuda, me mande parar, mude de idéia e me diga depois que “foda-se, pisa mais fundo e vamos embora. Com você, qualquer destino serve”.

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