São Paulo

Estradas; caminhos tortos. Ruas que me conduziram a vielas e bares e casas e festas. Calçadas que seguraram lágrimas, que saudaram os mesmos passos todos os dias. Pontos de ônibus que presenciaram adeuses e beijos e gritos. É muita vida em pouco tempo. A vida é pouca para o tempo que eu quero passar aqui.

Ah, São Paulo, se você fosse gente, de que cor seriam os seus cabelos? Seus olhos seriam névoa, seu corpo seria de curvas, sua voz seria estridente. Você teria um ar de superioridade e uma frieza de gelar a alma, Deus, e eu te amaria. Como eu te amaria. E seríamos eu, você e toda a vida que você me dá. E seríamos, São Paulo, como se não houvesse mais ninguém.

 

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