Veja: eu mudei também. Não digo que mudei para melhor, mas tenho certeza de que não fui ladeira abaixo.

Acho graça quando você discursa sobre mim como se me visse, me tivesse, me acompanhasse passo a passo no caminho que eu tenho trilhado sem a sua mão em volta do meu pulso. Vê: eu não morri. E cada vez mais viva, eu contrario sua autópsia anterior.

Não espere de mim os mesmos olhos tristes, os mesmos gemidos presos. Agora eu grito na cara, porque eu já não tenho medo de nada. Eu sou grandinha. Eu amarro meus sapatos e eu decido para onde eles me levam. Não preciso de tutela; não preciso de professor. Meus ouvidos se fecharam para a sua coerção. Para as definições de mim mesma que não vêm de mim. Hoje, vê, eu não preciso de ninguém para me dizer quem eu sou. Eu aprendi sozinha. E querido, eu aprendi bem.

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