A vida

Que foi que a vida fez de mim, meu Deus? Que foi que eu fiz? Quando foram que morreram os meus desejos e eu me tornei escrava dos dias, da academia, dos rascunhos e livros de ciência fajuta? Um dia eu quis um palco. Um dia eu quis os flashes. Hoje fujo das fotos como se elas revelassem mais do que um sorriso de dentes enviesados. Hoje interpreto o meu pior papel.

Falo sobre tudo o que dói como se isso fizesse doer menos. Não faz. Eu já deveria ter aprendido. E me exponho ao ridículo quando soco meus dedos nas teclas e repito: eu sou infeliz por minha própria conta. Eu matei as fadas. Eu matei os meus planos. Eles voltam para mim em lapsos e não me deixam descansar. E meu sono sem sonhos, esse que eu consigo com ajuda, é mero reflexo da vida fora da cama. Sem sonhos. Só o silêncio e o breu enquanto os dias se desenrolam. Passam. Morrem.

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