Quando as pessoas me dizem que não são amadas, eu olho com estranheza. É impossível que alguém não tenha sido amado pelo menos uma vez na vida. O problema, na verdade, é que nós só atentamos ao amor que queremos ver. Esperamos uma pessoa específica, idealizamos uma personagem, ignoramos os de carne e osso que nos estendem as mãos, que nos oferecem tudo o que eles têm – porque, às vezes, tudo o que eles têm não é o bastante. Nós percebemos o amor que achamos que merecemos. Os amores que nos parecem tão menores (e não são) não nos despertam nada, não merecem tudo o que somos.

Morremos sós, amando o que não existe,  e sem nunca ter notado o que estava ao alcance dos dedos.

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