Carta

Sinceramente, quando você me diz que quer morrer, que seria uma bênção finalmente descansar, eu penso na carta que eu escreveria para você se isso acontecesse. Eu penso que seria algo mais ou menos assim:

Você morreu e, com você, morre uma das melhores partes de mim. A vida se parece muito pouco com a vida agora que você não está mais aqui. Você sempre abrandou a dor. Você sempre fez valer a pena. E quando eu estava com você, havia esperança. Agora você se foi e se foi com você tudo o que me importa. Uma pena que eu nunca tenha conseguido te devolver a vida que você sempre me deu; uma pena. Essa ferida que nunca sarou e eu não ajudei a remendar vai me perseguir todos os dias até que eu me junte a você.

A verdade, entretanto, é que eu odiaria ter que escrever essa carta. Eu te prefiro sendo poesia viva, não resumido ao meu caderno respingado. Fique. 

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