But I’m thinking of what Sarah Said…

Eu acho que a definição mais verdadeira de amor que eu já conheci está em uma música, a qual diz mais ou menos assim: amar é ver alguém morrer. É, possivelmente, a frase mais linda que alguém poderia ter escrito. Às vezes me pego pensando no que eu gostaria de ver quando estivesse prestes a morrer. Imagino rostos encaixados ao meu redor, aguardando o momento em que eu vou respirar fundo e perder o foco. Deve ser tão triste morrer sozinho. Deve ser tão gratificante perceber que existe alguém que vai ficar e vai seguir e vai lembrar dos seus olhos opacos e do seu rosto sem cor e vai te ver como alguém bonito, como alguém forte, como uma memória gostosa. Como alguém que passou e nunca foi realmente embora. Isso me lembra que o meu avô morreu na frente da minha mãe. Ela fica com os olhos cheios sempre que se lembra do último suspiro. Eu também. Eu não me lembro do meu avô direito – eu era nova quando ele faleceu e nós não éramos tão próximos -, mas eu o amo pelo amor que ela sentia por ele. Eu o amo porque ele quis morrer perto dela, sabendo dela ali, ouvindo-a respirar de forma errática, cega de medo, de tristeza, de paixão por ele. Não consigo pensar em algo mais verdadeiro do que aquilo que os dois compartilharam naqueles segundos de fim. O fim é a única coisa real nesse mundo.

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