Logo você, menina, que se diz tão dona de si – você, de todas, se deixou prender na ratoeira? Você que é malandra, que tem olhos de gata, que pressente as verdades atrás dos rostos e entende as entrelinhas das falas, logo você. Como é que o amor te fez tão boba, tão burra, tão incapaz de perceber que não são mais as suas palavras, mas as dele? Como foi que você se enroscou nessa trama, se perdeu nas promessas fracas, dissolveu seus sonhos pra moldá-los nos de outra pessoa? Houve um tempo em que você tinha tanta certeza de tudo. Pra onde é que foi isso? Pra onde foi sua força, sua sede revolucionária, seu tesão incontido pela vida, pelas experiências, pelas loucuras? Pra onde foi seu punho forte e o queixo erguido? Pra onde?
Como é que eu te resgato, menina? Me diz o que fazer, que eu faço. Sem pensar. Eu faço.

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