Da saudade

Dos olhos de mar, daqueles cílios compridos que quase te machucavam a fronte

Das nossas noites que são sonhos perdidos em São Paulo

Dos nossos receios no Rio de Janeiro, nos pequenos deslizes à beira mar

Dos espelhos d’água, do meu reflexo na sua íris

De você tão perto e o seu cheiro estampado em mim

(Eu te carregando no peito no rosto na roupa na mente em tudo)

Eu marcada como sua da maneira mais bonita

Você poesia cantada, você cantando debaixo do chuveiro

E eu com o ouvido colado na porta, rindo pra mim

Dos olhos de ressaca, dos olhos opacos

Do gosto do amargo quando a porta fechou

E eu com o ouvido colado na outra porta

Ouvindo o som do elevador

Rindo de mim

 

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