Era lógico que eu tivesse escolhido qualquer pessoa. Depois de tanto tempo, de tantas ideias e mudanças e sonhos e desejos e visões de mundo radicalíssimas enfiadas na lata do lixo, era lógico e óbvio que eu corresse para quaisquer braços quentes que me oferecessem conforto.
Achei preferíveis os seus. Chafurdei. Meu rosto contra o chão e eu pensando que, de tantas, tantas opções, eu tinha logo que correr para a incerteza. Tipicamente eu, começar coisas que não sei como vão terminar. Não tenho nem ideia. Territórios inexplorados oferecem armadilhas infinitas e eu tenho medo. Ao mesmo tempo, me vem uma vontade insana de percorrer suas trilhas, descobrir seus segredos, mergulhar nos seus abismos, aceitar suas chagas abertas, beber das suas promessas, afundar na sua lama. Queria padecer nos seus encantos, de olhos bem abertos, de coração escancarado – pega. Pode pegar. Está de leve maltratado, mas eu descobri que ainda bate forte. Culpa sua, quem diria. Quem diria.

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