Se você souber, me dá um sinal. Tem vezes em que eu acho impossível que você não saiba. Tem vezes em que eu acho que você nem desconfia e é por isso que age desse jeito torto. Você me lê? Eu não sei. Tenho suspeitas, uma ou outra frase jogada pro alto de uma forma que pode ser casual e pode não ser e eu fico esperando e olhando nos seus olhos e vendo as suas sardas e esperando que você dê uma respirada bem funda, limpe a garganta e me deixe encher seu pescoço de beijos enquanto tenta formular qualquer coisa que vai me tirar essa ânsia, esse nervoso ridículo de querer você desse jeito esquisito, avassalador, terrivelmente anti-mim. Você me descoordena tanto que eu fico sem ar, que eu fico sem eu. Eu viro bicho, feromônio e suor – me desconstruo em pânico dessa vibração de dez mil caixas de som que se alojaram no meu peito, no meu estômago, nas minhas coxas, nos meus chakras, me escondo no canto que nem uma onça que perdeu a perna na armadilha e fico pedindo pra você sumir do meu campo de visão e deixar que eu me recomponha. Fico aqui respirando pesado, mãos apertadas em punhos, unhas ferindo as palmas, apalpando meu rosto em fogo, apalpando minhas pernas frementes, apalpando meu ego puto da vida.

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