Canto da sereia

Me carrega na sua rede, você que também é filho de Iemanjá. Odociaba, odociaba. Me arrasta feito correnteza para ondas famintas, fortes, que me enroscam as pernas e me atiram de lá para cá. Me afunda no azul, você que também é feito de azul – aquela música lá da Tom deve ter sido pra você, por mais impossível que isso seja -, não sei. Me deixa encontrar minha paz no silêncio do seu abraço, me mostra a beleza que você esconde nas suas profundezas. Me afoga nessa poesia aguada, insossa, mas nossa, e me deixa lá. Escondida entre conchas, nua (parodiando Afrodite, ora vejam), Vênus no seu colo largo. Me afoga no seu mar e me leva.

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