Mas que imensa a sua gentileza de me presentear com uns minutos de sua presença! Molecote sem respeito, é o que você é. Que ego gigante o inferno te deu. Que paciência tão mínima eu tenho agora para a sua tolice – que bom! Que bom pra mim, veja, que agora vejo tão bem, tão claro. Dos meus sonhos de ter você por perto: não sobrou nada. Nem um pedacinho pra dizer que tem jeito. Não tem cura. Quebrei seu feitiço sobre mim e tenho orgulho, saiba, dessa minha recentemente adquirida vontade de esfregar sua cara no muro. Te agarrar pelos teus cabelos agora meio compridos, amassar meus dedos na sua nuca e te dar em sangue o que você me deu em lágrimas. Não é vingança boba, não. Não é vingança porque eu não sou dada dessas coisas. É revolta pela sua cara limpa, pelo seu rosto que eu ainda acho bonito, mas sinceramente… vejo torto. Revirado. Como se tivessem arrancado os seus olhos, invertido a ordem. Que alívio me dá esse embrutecimento meu. Tantos de você mundo afora e eu tola, pensando, achando que olha: você era diferente. Mas não, não era. Do mesmo material podre que eu, mas apodrecido um pouco mais. Te matei em mim. Ou não. Matei o que eu achava que era você, mas nunca foi. Matei o seu eu doçura, o seu eu manso, o seu eu veludo, pintado das melhores cores. Matei quem eu amei por uns dias pra ver se sentia alguma coisa. Mas tava ali, ali diante dos meus olhos e eu não vi. Tola eu, sim, nessa delícia minha de te fazer tão mais. Não mais.

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